Copa Sur termina com apenas um brasileiro com vaga

Um Copa Sur realmente diferente de todas as edições anteriores. Para quem estava acostumado a ver os brasileiros subindo ao pódio da competição, tivemos um verdadeiro impacto. Afinal de contas, das cinco vagas dadas pelo Copa Sur, apenas em uma tivemos um brasileiro. Aliás, não foi por falta de qualidade dos atletas do país, mas sim pelo alto nível que tivemos na competição.

Em seu primeiro ano como um evento mundial e não mais regional, o Copa Sur trouxe para arena nomes americanos e canadenses para competir junto aos atletas da América do Sul. Com isso, jogando o crivo da competição bem alto para quem quisesse a vaga para o CrossFit Games 2026. Para esse ano além da novidade do evento nível mundial, também tivemos a volta da competição dos times valendo vaga. Porém, apenas uma vaga para as equipes e não mais duas como outrora. Para os individuais a ideia de duas vagas para cada categoria se manteve como no ano passado. Mas talvez o maior destaque para esse ano seja a nítida mudança de cenário com atletas cada vez mais parelhos nas divisões individuais, principalmente na masculina. A ideia do atleta ter apenas uma vertente forte não está dando mais vazão para que ele tenha bons resultados.

Com isso, o que estamos vendo é a necessidade dos atletas serem mais ecléticos em suas habilidades dentro da arena. A chegada de competidores de países mais fortes dentro do CrossFit no Copa Sur deixou isso muito mais amostra. Não atoa tivemos as vagas no feminino e times dominada por atletas da América do Norte. Podemos destacar o Copa Sur desse ano como um verdadeiro divisor de águas e poderemos inclusive ver mudanças bruscas de treinamento. Uma vez que agora, os atletas devem se preparar para enfrentar o mundo e não mais os competidores de países vizinhos.

Categoria feminina no Copa Sur

A competição feminina terminou com domínio claro de Anikha Greer. Representando a CrossFit Peak 360, a atleta somou 580 pontos e controlou o leaderboard com autoridade, acumulando vitórias e, principalmente, evitando resultados ruins ao longo dos eventos. Na segunda colocação, Miley Wade (516 pontos) manteve regularidade durante toda a competição, mas sentiu a falta de vitórias em provas decisivas. Já Agustina Haag, terceira colocada com 472 pontos, alternou bons resultados com quedas importantes, o que comprometeu sua disputa pelo título.

Entre as brasileiras, Caroline Ferreira foi o principal destaque ao terminar em quarto lugar com 444 pontos. Consistente, ela se manteve próxima das líderes, mas sem conseguir converter desempenho em vitórias. Outro nome que chamou atenção foi Emily Andrade, quinta colocada com 440 pontos. A atleta da BRV CrossFit apresentou um dos perfis mais instáveis do top 10. Ao mesmo tempo em que conquistou um segundo lugar em um dos eventos, também teve um desempenho baixo que a afastou do pódio. Essa variação resume bem sua competição: alto potencial, mas ainda sem controle total ao longo do fim de semana.

Categoria masculina no Copa Sur

A disputa masculina foi uma das mais equilibradas do evento. No fim, Kalyan Ribeiro de Souza garantiu o título com 504 pontos, apenas quatro à frente do segundo colocado. A vitória veio muito mais pela consistência do que por domínio absoluto. Kalyan não venceu muitos eventos, mas se manteve sempre entre os melhores, evitando quedas bruscas no leaderboard. Esse controle foi decisivo em uma competição onde qualquer erro custou caro.

Na segunda colocação, Benjamin Reyes somou 500 pontos e ficou muito próximo do título. O atleta teve desempenho sólido ao longo das provas, mas assim como Kalyan, faltou maior número de vitórias para assumir a liderança. Ainda assim, foi um dos competidores mais constantes do fim de semana. O terceiro lugar ficou com João Pedro Barcelos, com 496 pontos. Ele apresentou talvez o maior teto de performance entre os três primeiros, vencendo provas e dominando alguns eventos. No entanto, um resultado fora do top 10 acabou pesando diretamente na classificação final.

Pedro Martins terminou em quarto com 448 pontos, também mostrando regularidade, mas sendo impactado por um cap em uma das provas. Esse tipo de resultado comprometeu qualquer chance real de pódio. Fechando o top 5, Benjamin Gutierrez teve um início forte, incluindo vitória em evento, mas perdeu terreno ao longo da competição. Oscilações e resultados intermediários impediram uma briga mais direta pelas primeiras posições.

Times

A disputa por equipes teve um roteiro mais controlado no topo. A Hendersonville Mayhem, da CrossFit Hendersonville, somou 480 pontos e garantiu o título com autoridade, sustentada por vitórias e alto nível em praticamente todos os eventos. A equipe venceu provas importantes e se manteve sempre entre os melhores colocados. O grande diferencial foi a capacidade de entregar performance consistente em diferentes tipos de estímulo, sem apresentar quedas significativas ao longo da competição.

Na segunda colocação, a Power Team, da Overking CrossFit, terminou com 440 pontos. A equipe chegou a vencer evento e mostrou força, mas não conseguiu manter o mesmo nível em todas as provas. Resultados fora do top 5 acabaram abrindo a diferença para a liderança. O terceiro lugar ficou com a AR-1 Team, com 399 pontos. O time teve um início forte, brigando diretamente pelo topo, mas um desempenho mais baixo em uma das provas foi determinante para tirá-los da disputa pelo título.

A Q21 CrossFit Soul terminou em quarto lugar com 341 pontos. A equipe apresentou momentos consistentes, mas sofreu com resultados intermediários e não conseguiu acompanhar o ritmo das três primeiras colocadas. Fechando o top 5, a CF Overking Team DC somou 330 pontos. Apesar de desempenhos sólidos em algumas provas, um resultado mais baixo no fim da competição comprometeu a classificação final.

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