CrossFit Overking reclama de arbitragem do TCB
A mais nova polêmica que vem correndo solto é em referência ao trabalho dos judges durante o TCB 2026. Incialmente um erro de arbitragem acabou sendo crucial para que o time da CrossFit Overking IV perdesse a 1ª colocação para o time da CrossFit Ponta Negra. Um vídeo divulgado durante a live do TCB mostrou o time vencedor tendo reps validadas de maneira irregular ao padrão de movimento certo do deadlift. As imagens acabam mostrando um dos atletas sem a extensão completa do corpo no momento de execução. Porém, a equipe não teve nenhuma rep invalidada, finalizando a prova na frente da CrossFit Overking IV.
Pela pontuação extremamente apertada entre as duas equipes, o fato impulsionou o time da Ponta Negra para ponto mais alto do pódio, ficando apenas 3 pontos à frente da equipe da Overking. A equipe ainda teria entrado com recurso após o ocorrido e informada que seriam retirados 4 segundos por rep errada. Contudo, na sequencia, foi enviado um novo e-mail pontuando o erro de 4 para 2 segundos. Como resultado, a equipe de Ponta Negra conseguiu se manter como grande campeã do TCB 2026. O caso ganhou repercussão alta nas redes e começou uma chuva de opiniões contra e à favor da competição.
Mas a grande verdade é que o que aconteceu levanta um alerta importante: a necessidade do padrão de movimento nas competições. Não é incomum encontrar competidores em diversos eventos realizando movimentos de maneira completamente errada. Contudo, a cada dia mais, os atletas e o público estão realmente de olho nisso. O TCB é a maior competição nacional do nosso esporte e ver uma falha desse tamanho do judge traz um holofote imenso para o caso. Mas vale pontuar ainda que a competição agiu dentro das regras impostas.
O outro lado da moeda
Não demorou muito para vermos o outro lado de tudo isso. Dessa vez, a vítima foi, mais uma vez, uma judge.
Já falamos aqui outras vezes sobre os ataques diretos que judges sofrem durante as competições. Atletas demonstram falta de educação, fazem xingamentos e ultrapassam limites que não deveriam existir dentro do esporte.
Dessa vez, uma competição no Norte do país registrou um caso ainda mais grave. Uma judge recebeu críticas gordofóbicas depois de dar um No Rep a um pseudoatleta. Em seu story, ele publicou uma imagem com os dizeres: “Uma gorda que nunca entrou em um box resolveu ser árbitra.”
Muito além de pódios e pontuações, os dois casos colocam em evidência questões importantes para o momento que o esporte vive, especialmente nesse processo de resgatar valores que deveriam fazer parte da sua essência. A comunidade não deve xingar nem desrespeitar um árbitro. Da mesma forma, o judge precisa conhecer os padrões de movimento do esporte, estar preparado para exercer sua função e aplicar os critérios com segurança e consistência. Podemos evitar situações como essas com mais preparação de quem arbitra e, principalmente, com mais respeito de quem compete.
Durante o workout, o judge tem a palavra final sobre a execução do movimento. O atleta precisa respeitar essa decisão, assim como o judge precisa respeitar o atleta e exercer sua função com responsabilidade. O atleta trabalhou duro e se preparou para aquele momento. O judge também precisa se preparar para cumprir o seu papel. Respeito precisa existir dos dois lados.
