Rogue Invitational 2026, veja como foi

Aconteceu no último final de semana o Rogue Invitational 2026. A competição é sempre a mais aguardada fora da temporada do CrossFit Games. Aliás, em seu último ano acontecendo em Aberdeen na Escócia, a edição mostrou porque tem esse posto. Afinal de contas, durante todo o final de semana, tivemos os melhores atletas do mundo se enfrentando. Entre eles, o brasileiro Gui Malheiros mais uma vez esteve na competição. Dessa forma, a edição de 2026 trouxe novos possibilidades nas provas. Pontos característicos como o muscle up no tronco e a rampa do Rogue Invitational, estiverem presentes.

Porém, a competição como em todos os anos aproveita os equipamentos da competição de Strongman e Strongwoman que acontece em paralelo, para colocar a elite do CrossFit à prova. Com isso, para esse ano, além do tronco, tivemos incluído o arremesso de Bag sobre uma barra na altura e o Viking Press, aparelho para o desenvolvimento dos ombros acima da cabeça. Mas verdade seja dita, além dessas novidades, a competição se destacou, principalmente na categoria feminina, pela verdadeira dança das cadeiras da competição. Gabi Migala que está de volta as arenas depois de um ano longe após machucar seu calcanhar na última edição do Rogue Invitational, parecia imbatível na competição. A atleta dormiu o primeiro e segundo dia no auge do leaderboard, porém no último dia ela decaiu e acabou descendo do leaderboard, mas mantendo-se no pódio.

No masculino, Dallin Pepper mostrou que está em uma de suas melhores formas. Após um primeiro dia de destaque a Colten Mertes na primeira colocação, o americano não só passou o conterrâneo, como não saiu mais da ponta. Gui Malheiros conseguiu no último dia levar uma prova do Rogue Invitational. Dessa forma, embora tenha tido muitos altos e baixos no evento, o brasileiro fechou na 6ª colocação.

As mulheres no Rogue Invitational 2026

Lucy Campbell encerrou a competição na primeira colocação, com 710 pontos, depois de apresentar regularidade ao longo das provas. Laura Horvath e Gabriela Migała terminaram empatadas na segunda posição, com 685 pontos cada, em uma disputa que reuniu três atletas de destaque do CrossFit internacional. A vitória de Campbell foi construída com resultados expressivos em diferentes momentos da competição. A britânica conquistou duas vitórias em provas, além de outros desempenhos entre as primeiras colocadas. Entretanto, o resultado mais importante foi a capacidade de manter uma pontuação competitiva mesmo quando não terminou entre as melhores.

Horvath, por sua vez, mostrou força em exercícios específicos e conquistou três vitórias em provas. A húngara venceu os eventos 2, 5 e 8, mas teve um resultado que pesou na classificação final: a 20ª colocação na primeira prova, que não rendeu pontos. Apesar disso, ela conseguiu se recuperar e terminou a competição empatada com Migała. A polonesa também apresentou uma campanha consistente. Migała conquistou posições importantes ao longo dos eventos, incluindo um segundo lugar na sétima prova e um terceiro lugar em outros dois momentos. No entanto, a ausência de vitórias e alguns resultados intermediários impediram que ela superasse Campbell na classificação geral.

A diferença final de apenas 25 pontos entre a campeã e as duas vice-campeãs mostra como os resultados individuais influenciaram a disputa. Embora Horvath tenha vencido mais provas, Campbell conseguiu distribuir melhor seus desempenhos e evitar uma queda tão acentuada em eventos específicos. Com o encerramento da competição, Lucy Campbell fica com o título, enquanto Laura Horvath e Gabriela Migała dividem a segunda colocação. O resultado reforça a importância da regularidade em competições de CrossFit, nas quais vencer eventos não garante, necessariamente, a liderança na classificação geral.

Os homens no Rogue Invitational 2026

Dallin Pepper conquistou o primeiro lugar na disputa masculina, com 750 pontos, e encerrou a competição à frente de James Sprague, que somou 720 pontos. Tudor Magda completou o pódio, com 685 pontos, após uma campanha marcada por resultados expressivos em diferentes provas.

A vitória de Pepper foi construída principalmente pela regularidade. O atleta terminou quatro provas na segunda colocação e outras quatro na quarta posição, além de conquistar um segundo lugar no último evento. Embora não tenha vencido nenhuma prova individual, ele manteve uma pontuação elevada ao longo da competição e garantiu o título com uma vantagem de 30 pontos sobre Sprague.

Por outro lado, Sprague apresentou resultados mais extremos. O norte-americano venceu duas provas, incluindo a primeira e a oitava, e ainda terminou outro evento na segunda colocação. Entretanto, os resultados mais modestos em algumas etapas impediram que ele alcançasse Pepper na classificação geral. A diferença entre os dois mostra como a consistência foi decisiva para definir o campeão.

Magda, por sua vez, terminou na terceira colocação, com 685 pontos. O atleta conquistou duas vitórias, na sétima e na oitava prova, além de alcançar o terceiro lugar em outros dois eventos. Apesar disso, os resultados abaixo das primeiras posições em algumas etapas limitaram suas chances de entrar na disputa direta pelo título.

A diferença de 65 pontos para Pepper evidencia o desafio enfrentado por Magda para acompanhar o ritmo dos dois primeiros colocados. Ainda assim, suas vitórias individuais demonstraram capacidade de competir pelo topo em provas específicas.

No balanço final, Pepper levou o título sem precisar vencer um evento individual. Sprague, mesmo com duas vitórias, ficou com o segundo lugar, enquanto Magda completou o pódio. A classificação reforça uma característica recorrente no CrossFit: o desempenho geral ao longo de toda a competição pode pesar mais do que o número de vitórias isoladas.

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