Irã, Cuba e Coreia são banidas do CrossFit Open
Uma notícia na última semana caiu como uma bomba no mundo do CrossFit. Mas principalmente para os praticantes e atletas de três países: Irã, Cuba e Coreia do Norte. O motivo é que eles não podem se inscrever no CrossFit Open 2026 e como consequência, estão fora da temporada. A notícia veio através do influenciador americano, Andrew Hiller que publicou em seu Instagram uma imagem de um e-mail recebido por uma pessoa nativa de um dos países. Hiller fez questão de deixar a pessoa no anonimato. Mas o e-mail postado pontuava a explicação da CrossFit sobre o caso.
“Olá,
Obrigado por entrar em contato. Seu país não está disponível no menu suspenso de registro pelo seguinte motivo:
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA administra e aplica sanções econômicas com base nos objetivos de segurança nacional e política externa dos Estados Unidos. Devido às sanções atuais do OFAC, a CrossFit, LLC não tem permissão para conduzir negócios com a Coreia do Norte (DPRK), Irã e Cuba.
Infelizmente, as sanções que regem o registro são baseadas na cidadania, não na residência.
Isso significa que você não pode se inscrever no Open ou em qualquer competição da CrossFit. Entendo que isso é decepcionante e frustrante. Embora você não possa competir oficialmente, você é mais do que bem-vindo(a) a visitar o site dos Games e realizar os treinos do Open a cada semana conforme forem divulgados.
Gostaria de ter notícias melhores. Sinto muito.”
Embora esteja de fato atendendo a imposição do governo americano, a CrossFit mostrou no e-mail, que está tomando uma decisão contra a sua vontade. Afinal de contas, a metodologia emprega a ideia de uma comunidade global. Mas a medida acaba indo de encontro com um dos pontos mais fortes da CrossFit.

CrossFit precisa seguir padrões exigidos pelo país
A notícia chega como um verdadeiro balde de água fria, não só para os países, como para os atletas nativos deles. A decisão no entanto, pode ter alguma influência nos números da competição esse ano. Afinal de contas, se contabilizarmos apenas Cuba, há de fato uma população de mais de 2 milhões de cubanos que hoje vivem nos Estados Unidos. Se analisarmos que alguns deles podem ter a pratica do CrossFit em seu dia a dia e que poderiam se inscrever no Open. Seria um número à menos de inscrição. Além é claro dos que moram no próprio país ou em países vizinhos.
O Irã embora não possua cursos e boxes afiliados no país, tem o advento do CrossFit em chancelas de CrossTraining, o que pode ser que não tenha um impacto tão grande dentro do país. Porém, não seria incomum termos atletas inscritos que morem fora do país e convivam em outra cultura. Já em relação a Coreia do Norte, é muito mais difícil sabermos o impacto dentro do CrossFit, que pode ser algum ou nenhum, uma vez que o país é completamente fechado e tem internet escassa. Além disso, não há nada atuante de CrossFit dentro da Coreia do Norte. Sendo assim, um possível impacto viria dos norte coreanos que por ventura morassem fora do país. Uma vez que a metodologia vem crescendo em países asiáticos.
O fato de termos o pagamento de inscrição do Open traz uma realidade de transação internacional, o que traz a proibição do contato a adesão desses países. Entretanto, mesmo se o Open fosse de graça, dificilmente na situação atual, conseguiríamos ter outro cenário, uma vez que a chancela da CrossFit está 100% nos Estados Unidos e deve cumprir com as decisões do país.
