Maraca Games na luta contra o RX no Scale
Uma nova polêmica tem ganhando as redes essa semana com a intervenção feita pela organização do Maraca Games no último final de semana. A competição que estava realizando o evento Maraca Games X3, em Rio das Ostras, Região do Lagos do Rio de Janeiro, desclassificou um trio que estava competindo na categoria scale. A alegação foi o fato de um dos componentes já ter subido ao pódio da categoria por três vezes. Com isso, a organização decidiu por desclassificar o trio.
Contudo, o time pôde competir de maneira recreativa e ganhou a inscrição para o próximo evento na categoria superior a que estavam. Entretanto a organizadora do evento, Índia Armelau pontuou que, por ter sido a primeira vez, a organização optou por dar a vaga para a próxima competição. Contudo ressaltou que caso isso aconteça uma segunda vez o time será retirado do evento. Mas se houver uma terceira vez, a atleta em questão será banida do Maraca Games. “Três pódios no iniciante, precisa ir para o scale. Três pódios no scale, precisa ir pro intermediário. E três pódio no intermediário, tem que ir para o Master”, explicou Índia no vídeo publicado no perfil da competição.
A ação, inédita nos eventos, tem gerado um mar de comentários, na grande maioria positivos. Uma vez que a competição foi a primeira a trazer de fato uma ação de combate ao famoso “RX no Scale”. O Maraca Games é um evento que surgiu em 2024 no Ginásio do Maracanãzinho. Desde então vem trazendo inúmeras competições em diferentes formatos. Atualmente ele está cadastrado como o primeiro evento carioca em parceria com a Federação de Funcional Fitness, a Rio F3. O que pontua a necessidade organizacional que o Maraca vem construindo. No entanto, apenas a competição Maraca Games X1, previsto para acontecer de 20 a 22 de março, está credenciado junto a federação.

Maraca quer manter o espírito de competição nas categorias certas
No começo da tarde de hoje, foi a vez de outro organizador da competição, Danilo Mattioli, também responsável pela equipe de arbitragem TimeLog, pontuar o ocorrido. Ele trouxe os reais motivos por trás dessa ação que chamou a atenção de diversos eventos pelo país. Mas também pontuou como o cenário competitivo de “eventos comerciais” surgiram. Entretanto, o principal ponto da fala de Danilo vem em relação a luta que o Maraca Games acaba de comprar de manter o interesse de atletas das categorias iniciantes de se manterem nas competições.
Vale ressaltar que a decisão de competir em um evento vem da ideia de se desafiar e ver como é o desempenho do competidor frente aos demais que estão no mesmo nível. Com as premiações, pódios e etc, muitos atletas passaram a descer de categoria para obter nítida vantagem sobre os demais, como já falamos aqui anteriormente. O resultado disso é que ao longo dos anos, muitos praticantes estão simplesmente abandonando as competições e se desinteressando por competir. Os problemas são inúmeros, desde a falta de interesse pelo treinamento e evolução, até os eventos vazios por falta de inscritos. Uma realidade que vem afetando e acabando com muitos eventos no país.
A atitude do Maraca Games surge em meio a isso em uma tentativa não só de recuperar a vontade de competir, como equilibrar o cenário dos eventos. Mas vale ressaltar que a atitude do evento isoladamente não irá findar esse problema. Continua sendo necessário o bom senso dos atletas e coaches na hora de se inscrever e orientar os alunos para uma competição.
