Luciane Macias é a primeira master a entrar para o WFP

O Brasil está diante de um marco inédito no cenário master. A brasileira Luciane Macias voltou aos holofotes internacionais com autoridade ao conquistar o título da categoria 50–54 no tradicional Athens Throwdown, realizado na Grécia. Mais do que uma vitória, o resultado coloca a atleta em uma posição histórica: Luciane desponta como a primeira brasileira master a garantir vaga na final do World Fitness Project (WFP), competição que estreia a categoria Master individual nesta temporada.

A competição europeia reuniu mais de 1.400 atletas de 60 países, consolidando seu status como um dos maiores eventos do continente. E, diante de um field altamente competitivo, Luciane não apenas participou — ela dominou. A vitória reforça uma trajetória consistente e vitoriosa que já vinha sendo construída ao longo dos últimos anos. Com duas participações no CrossFit Games no currículo — em 2023 (45–49) e 2024 (50–54) —, Luciane já havia mostrado que estava entre as melhores do mundo em sua categoria. No entanto, o título no Athens Throwdown adiciona um novo capítulo ainda mais simbólico: o de protagonista em uma nova era do esporte, agora também dentro do WFP.

Curiosamente, o retorno de Luciane ao cenário competitivo não fazia parte de um plano inicial. A atleta já havia anunciado sua aposentadoria das grandes competições, motivada principalmente pela decisão de não seguir mais na busca pelo CrossFit Games. “Eu já havia anunciado minha aposentadoria das grandes competições porque não estava mais disposta a ir para o CrossFit Games. Porém, me mantenho treinando e escolhi o Athens para me divertir, após recomendação de amigos dos Balcãs. Somente durante o qualifier é que anunciaram a parceria com o WFP, e confesso que isso me motivou bastante”, afirma.

Um novo capítulo para o cenário master brasileiro

A classificação para o WFP Finals, que acontece em dezembro, em Copenhagen, não representa apenas uma conquista individual. Ela carrega um peso coletivo importante: o de posicionar o Brasil dentro de uma nova vitrine global para atletas masters. Além disso, ela se consolida como a 2ª brasileira a participar da competição. Gui Malheiros até então era o único do país no WFP.

Historicamente, o país já revelou grandes nomes na elite e também nas categorias por idade. No entanto, a presença de uma atleta brasileira como possível pioneira na final de um novo circuito internacional amplia ainda mais esse alcance. Luciane passa, assim, a representar não apenas sua própria trajetória, mas também o potencial do cenário master nacional. Vivendo atualmente em Luxemburgo, ela mantém uma rotina de treinos consistente e alinhada com o alto rendimento, mesmo após ter considerado encerrar sua carreira competitiva. Esse equilíbrio entre experiência, disciplina e longevidade esportiva se reflete diretamente em suas performances.

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