O pertencimento que constrói o Futuro
No artigo anterior, eu disse que ia falar sobre pertencimento. Sobre aquele sentimento que a gente carrega para fora do box, mesmo sem perceber. Sobre a comunidade que celebra suas conquistas e acredita em você antes mesmo de você acreditar em si mesmo.
Se identificou?
Hoje, quero ir um pouco além do conceito. Quero te contar onde esse pertencimento está, agora, ganhando corpo. E, se você me permite, quero desabafar um pouco também, porque uma coisa é escrever sobre visão; outra, bem diferente, é sustentar essa visão de pé.
Desde 2024, o CrosSocial deixou de ser apenas uma ideia meticulosamente elaborada dentro da minha cabeça. Hoje, já é CASA em três estados e está entrando em mais um.
Tudo começou na Valente CT, no Rio de Janeiro, nossa primeira unidade, pela qual sou eternamente grata. Agora, estamos em fase de implantação em Cuiabá, no Mato Grosso. E veio a conquista mais recente, que ainda me emociona toda vez que penso nela: venci a licitação da Lei de Incentivo ao Pró-Esporte do Paraná. Com isso, Curitiba vai ganhar não uma, mas duas Casas CrosSocial, para atender crianças carentes da rede municipal de ensino.
Casa
E olha que palavra bonita essa: CASA.
Não é filial. Não é unidade franqueada. É casa.
O mesmo pertencimento que eu, depois de adulta, senti dentro de um box, hoje vejo nascendo em outros estados, para crianças e adolescentes, através de outras mãos que decidiram cuidar.
E, ao mesmo tempo, aqui em Florianópolis, estamos com um pé na porta de duas novas casas. Uma delas fica no Norte da Ilha, bem ao lado do Sapiens Parque, uma região que cresce, se moderniza, atrai empresas de tecnologia e gera riqueza. E, a poucos metros dali, existe uma criança que talvez nunca tenha pisado em uma quadra fora do horário de aula.
A outra possibilidade está em São José, na região metropolitana de Florianópolis, uma cidade formada por trabalhadores que sustentam muito mais do que suas próprias casas e que contribuem diariamente para o desenvolvimento do nosso país.
Mas essa é uma parte que eu nem sempre conto: a distância entre o quanto uma região pode prosperar e o quanto uma criança, ali do lado, pode ficar de fora dessa prosperidade.
Eu não quero apenas levar CrossFit para essas crianças. Quero levar pertencimento. Quero que elas sintam, desde cedo, aquilo que eu levei anos para entender: que são capazes de muito mais do que imaginam e que crescer não precisa ser uma experiência solitária.
Agora, o desabafo
Sustentar tudo isso não acontece apenas com propósito. Acontece com professor pago em dia, material esportivo, uniforme e estrutura. E, quando a casa se multiplica pelo Brasil, tudo isso também se multiplica: em dobro, em triplo, em quádruplo.
É aí que eu, empresária, entro em cena. Porque a mesma Adriana que sonha grande é a Adriana que sabe fazer conta, vencer licitação, buscar parceria e transformar visão em operação.
Eu não escolhi ser apenas idealizadora. Escolhi ser criadora de possibilidades. E possibilidade, para mim, é aquilo que a gente constrói junto, não aquilo que espera acontecer sozinho.
Por isso, este artigo também é, de certa forma, um convite.
Se você é empresário, se lidera uma empresa que também nasceu de uma visão, eu te convido a olhar para o CrosSocial não como um pedido de patrocínio, mas como uma oportunidade de pertencimento.
Sua empresa também pode fazer parte dessa casa. Pode estar no uniforme de uma criança que descobre, pela primeira vez, do que é capaz; pode estar no relatório de impacto que sua equipe vai levar com orgulho para a próxima reunião de ESG; e pode estar, literalmente, na comunidade onde sua empresa está instalada.
Porque fortalecer o lugar onde você existe também é uma forma de pertencer a ele.
Eu não tenho todas as respostas. Mas tenho a mesma coisa que sempre tive: disposição para caminhar em direção ao desafio, em vez de evitá-lo.
E, hoje, esse desafio tem nome: fazer a sua cidade ou o seu bairro ganhar sua própria Casa CrosSocial, do mesmo jeito que o Rio de Janeiro, o Mato Grosso e, agora, Curitiba estão ganhando as suas.
Se esse convite tocou você, me procure. Vamos conversar.
Porque toda CASA CrosSocial começa com alguém disposto a abrir a porta.
Adriana Olschewski

Idealizadora e Fundadora do Instituto Mover CrosSocial, Adri é uma das diretoras responsável pelo Copa Sur, maior evento de CrossFit da América do Sul com vaga para o CrossFit Games. Além disso, ala também é fisioterapeuta e uma das responsáveis por disseminar o Barras de Access no Brasil. Todos os anos, ela é a responsável pelas inovações fora do piso preto de competições do Copa Sur. Em 2026 ela trouxe o Next Level Sports Expo trazendo uma imersão para empresários e entusiastas do mundo do CrossFit.
Agora, Adri Olschewski traz sua visão e inovação para dentro da HORA DO BURPEE como a mais nova colunista. Com isso, trazendo a inspiração que a fez criar o CrosSocial para o mundo, unindo sua visão empresarial para o futuro do mercado fitness.
