CrossFit para idosos: veja por que é excelente
Para muitas pessoas pode parecer irreal, mas a verdade é uma só: o CrossFit é excelente para os idosos. É comum com o passar do tempo vermos nossos corpos perdendo potência, assim como a demora para o tempo de recuperação muscular e muitas vezes a privação de alguns movimentos que antes pareciam fáceis. Com isso, muitas pessoas com o avançar da idade vão parando com as atividades físicas e o fantasma do sedentarismo aparece.
Uma vez parados a tendencia é sempre de piorar, resultado, mais idade vira sinônimo de menos saúde. Mas é nesse cenário que o CrossFit pode ser a saída para mudar essa fórmula maligna e fazer com que mais idade continue sendo sinônimo de mais saúde. Abrindo o manual do treinador nível 1 a frase dita pelo criador da metodologia, Greg Glassman pontua que o CrossFit consiste em “movimentos funcionais, constantemente variados, executados em alta intensidade”. Ou seja, treinar para que as tarefas do dia a dia sejam executadas com excelência. Tudo isso sem dores ou desgastes excessivos, trazendo assim, mais qualidade de vida.
A ideia do CrossFit é fazer com que o praticante consiga sentar no chão e levantar para brincar com o filho sem dores. Ou então, pegar as sacolas de compra no chão com o corpo forte e com o movimento certo. Assim sem permitir que dores na lombar venham. Quando falamos dos idosos, o CrossFit ganha uma vertente ainda maior, a possibilidade da volta de movimentos que foram deixados para trás, além de autonomia para viver.

CrossFit para idosos: entendendo na prática
Imagine uma senhora de idade que parou de se abaixar para pegar algo no chão por conta de suas dores na lombar ou no joelho. Essa falta de prática irá trazer para ela perda de força, de mobilidade, como consequência controle corporal, alteração do movimento para compensar os músculos fracos e finalmente o aumento da possibilidade de uma queda. Ou seja, perda do movimento funcional.
O CrossFit possibilita que o praticante consiga trazer esse movimento de volta, da maneira certa, sem dores e com força na região. É milagre? Não, é metodologia de treinamento, usamos o CrossFit como uma ferramenta de reabilitação funcional indireta. Vale ressaltar aqui que não estamos falando do CrossFit competitivo com vaga para o Games. Estamos falando do CrossFit do box do seu bairro que cuida para você ter saúde e não performance. Mas voltemos para o exemplo. Uma vez dentro de um box, a senhora chegará com as suas limitações, que serão respeitadas pelo coach. Se ela ainda não pode agachar, ela não irá quebrar a paralela dela, talvez um agachamento até o limite atual ou movimentos menos complexos com carga leves. Mas que possibilitem que toda a sua cadeia posterior possa ganhar força e a mobilidade ser trabalhada.
Uma vez que isso é feito e o ciclo começa, podemos ver aquela senhora com dificuldades, ganhar autonomia e mais qualidade de vida, mostrando que o CrossFit é para todos. Porém isso não é do dia para noite e nem é fácil. Nesse cenário, a presença da comunidade é importante, outro ponto positivo para os idosos.
O CrossFit como ferramenta social
Na regra da vida, é comum que quem perde mais entes queridos sejam os idosos. O resultado disso é que muitos acabam preferindo o isolamento ao viver com pessoas a sua volta. Ou simplesmente as pessoas a sua volta deixam de existir. Nesse momento, a ideia de comunidade desenhada pela CrossFit se torna uma ferramenta poderosa. Aliás, um dos motivos do sucesso da metodologia.
Peguemos novamente o exemplo da senhora que agora, após iniciar no CrossFit passou a conseguir agachar para pegar o brinquedo da neta que caiu no chão. Aliás, agora ela também já consegue pegar a bolsa do mercado sozinha, subir as escadas sem mãos amigas e até colocar o pote de café na prateleira mais alta da cozinha. Só por esses exemplos, já podemos dizer que ela se torna um chamariz para novos alunos. Uma vez que no chá com as amigas ou conversando com os familiares, o desempenho notório em seus movimentos já irá chamar a atenção.
Contudo, a ideia de ter em uma sala em uma aula coletiva, pessoas que possuem os mesmos problemas ou parecidos, lutando para se superar, cria a ideia de se compadecer pelo próximo. Dessa forma, a vitória de um, é comemorada realmente por todos. Assim como acontece, ou deveria acontecer, nas aulas regulares com pessoas de todas as idades. Da aula, muitos desses alunos passam para o café pós treino, o bolo de aniversário, a ida para um papo na casa um do outro. De repente de maneira despretensiosa, o CrossFit resolve outro problema, o social.

Respeitando os limites
Vale ressaltar que cada caso é um caso e todos devem ser respeitados. Problemas de mobilidade podem vir de fato da falta de treinamento, mas também por problemas mais graves como os casos ósseos, por exemplo. Por isso, escolher locais que de fato possuem bons profissionais é importante. Só com isso, o idoso poderá ter a atenção devida para tirar o melhor de cada aula.
Outra questão importante é ter o histórico de saúde de cada aluno, para que o coach entenda qual o melhor caminho a guiar a aula. Estando dentro de um box de qualidade, com profissionais atenciosos, o idoso poderá de fato encontrar melhorias para a vida de tal forma que dificilmente encontraria em outro esporte. Uma vez que a ideia do CrossFit não é ser um esporte, mas uma metodologia de treinamento para a melhora da qualidade de vida.
Com isso, muito longe de fazer com que cada um deles termine o workout estirado no chão. A ideia é fazer com que eles deitem, mas para levantar na sequência contando um burpee. Se você duvida desse artigo, te desafio a levar um idoso da sua família para um box de CrossFit e ver o que acontece.
