Luiza Dias acusa curso de LPO de dar golpe

Na tarde de ontem (30), a atleta Luiza Dias publicou um vídeo em suas redes sociais para denunciar um suposto golpe envolvendo um curso que a contratou. Segundo a atleta, a organização a convidou para participar do evento e ministrar uma clínica de ginástica. O curso aconteceu no dia 16 de outubro, em Salvador, na Bahia, e tinha como foco o Levantamento de Peso Olímpico (LPO). A programação anunciava dois nomes de destaque do esporte mundial: o colombiano Carlos Andica e o ucraniano Sergii Putsov.

No entanto, durante o curso, a contratante informou que Sergii não poderia comparecer devido a problemas burocráticos com a embaixada brasileira. Ao investigar o caso, Luiza descobriu que a organização sequer havia contratado o atleta. A imagem de Sergii, porém, teria sido um dos principais atrativos utilizados para divulgar o evento. “Eles venderam usando a imagem do ucraniano. Mas eles não tinham contratado ele”, afirmou Luiza em seu vídeo. Além disso, a brasileira relatou que ainda não recebeu o pagamento pelo trabalho e que precisou arcar com despesas de deslocamento que a organização também não ressarciu. Para agravar a situação, segundo Luiza, a responsável pelo curso deixou de responder às suas mensagens e a bloqueou nas redes sociais.

Depois da denúncia, a atleta também descobriu relatos de outras pessoas que teriam enfrentado problemas semelhantes com a organização. A maioria dos relatos veio de profissionais e participantes do Nordeste, região onde a equipe realiza grande parte de seus cursos. Apesar de expor a situação, Luiza não identificou diretamente qual organização promoveu o evento. Por isso, a equipe do Hora do Burpee decidiu investigar o caso para descobrir quem estava por trás da capacitação. Em nossa caixinha de perguntas, recebemos 21 respostas que apontaram a equipe LPO Bahia como responsável pela organização.

LPO Bahia atendeu a nossa equipe

Assim como outras organizações do cenário esportivo, a LPO Bahia oferece cursos divididos em três níveis: L1, L2 e L3, voltados à prática do Levantamento de Peso Olímpico. Além disso, a equipe mantém suas atividades há aproximadamente 12 anos, um tempo considerável no segmento. Entretanto, a longevidade da organização não elimina a necessidade de esclarecer as denúncias recebidas.

Nesse contexto, nossa equipe recebeu registros de ocorrências envolvendo Lenilda Tanan, CEO da LPO Bahia. Entre eles, aparece um curso programado para os dias 5 e 6 de setembro deste ano, com inscrição no valor de R$ 1.500. Segundo os relatos encaminhados ao Hora do Burpee, a organização cancelou o evento, mas não devolveu os valores pagos pelos alunos. Também recebemos relatos de situações semelhantes ocorridas em 2024. Diante das denúncias, entramos em contato com Lenilda, por telefone, e com a equipe da LPO Bahia, pelo Instagram. Em ambos os canais, recebemos um atendimento cordial. No entanto, quando solicitamos um posicionamento sobre as acusações, os representantes optaram por não apresentar esclarecimentos públicos.

Lenilda afirmou que pretende resolver a questão na Justiça. Além disso, declarou que o pagamento devido a Luiza ainda estava dentro do prazo previsto em contrato e classificou a denúncia como uma injustiça. Já pelo Instagram, a equipe respondeu: “Não, isso deve ser resolvido na justiça. Com provas e diálogos. São 12 anos de trabalho e inúmeras pessoas formadas e podemos provar. Uma pessoa não pode diminuir algo que foi construído com tanto esforço. Ela (Luiza) sabe que está errada”. Por fim, questionamos a LPO Bahia sobre os relatos de outros participantes que também alegam prejuízos com cancelamentos e reembolsos. Entretanto, não recebemos novas respostas.

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