O que está acontecendo com Gui Malheiros?

Gui Malheiros vive, talvez, um dos momentos mais delicados da sua carreira no CrossFit. Depois de anos se consolidando como o principal atleta brasileiro da modalidade e um dos grandes nomes mundiais em provas de força e explosão, o atleta teve uma performance muito abaixo do esperado no WFP Event One, em Londres, levantando dúvidas entre fãs e especialistas sobre seu atual momento competitivo. A grande questão agora é: o que realmente aconteceu com Gui Malheiros?

O principal ponto de atenção veio com a 30ª colocação no WFP Event 1, um resultado incomum para um atleta que acostumou o público a brigar pelas primeiras posições — especialmente em provas de força, tradicionalmente o seu ponto forte. O desempenho surpreendeu ainda mais porque nem mesmo os workouts de potência e levantamento, áreas em que Gui costuma dominar, renderam bons resultados. Isso fez muita gente questionar se o brasileiro vive uma queda de performance ou apenas um período de adaptação. Outro ponto importante envolve a ausência de Gui Malheiros na Copa Sur, evento realizado no mesmo fim de semana. Muita gente especulou que ele teria feito a escolha errada ao competir no WFP em vez de buscar uma vaga por outro caminho. Mas a situação não é tão simples assim.

Gui possui contrato com o WFP, o que praticamente obrigava sua presença no evento em Londres. Além disso, ele já havia deixado claro no começo da temporada que seu foco principal em 2026 estaria no circuito da organização, deixando o CrossFit Games como um objetivo secundário. Ou seja, a ida ao WFP não foi exatamente uma opção — foi parte do planejamento e dos compromissos profissionais do atleta.

O impacto da paternidade na rotina de um atleta de elite

Talvez o fator mais importante para entender esse momento do Gui esteja fora da arena. Recentemente, o atleta se tornou pai. E, segundo ele mesmo explicou em vídeo publicado no seu canal do YouTube, a chegada da filha trouxe mudanças profundas na rotina. Durante uma visita ao Brasil com a família, Gui passou um período sem conseguir treinar em alto nível. Mesmo realizando alguns treinos em boxes locais, ele admitiu que não conseguiu manter a intensidade necessária para um atleta da elite mundial.

E esse é um ponto importante: treinar CrossFit competitivo no mais alto nível é completamente diferente de treinar em um box convencional. Além disso, existe um fator humano inevitável. A chegada de um bebê altera completamente a dinâmica da casa, o sono, a recuperação e a organização do tempo — algo que qualquer pai ou mãe entende rapidamente. No caso de um atleta de alta performance, qualquer pequena queda de consistência pode se transformar em um impacto enorme dentro da competição. Outro detalhe relevante: Gui e a esposa vivem nos Estados Unidos, longe da família, o que pode tornar essa fase de adaptação ainda mais intensa.

Gui Malheiros deve abandonar o Syndicate Crown?

Uma das maiores dúvidas do momento envolve o futuro competitivo do brasileiro. Embora estivesse inscrito no Syndicate Crown, tudo indica que Gui pode não participar da etapa presencial. Em um vídeo recente, ele mostrou que retomou os treinos já focado na semifinal online do CrossFit Games, o que levou muita gente a acreditar que ele pretende seguir um caminho diferente rumo à classificação. Se isso realmente acontecer, será uma mudança importante de estratégia.

A pergunta é: Gui estará pronto para voltar ao nível que o colocou entre os melhores do mundo? A resposta curta é: sim. Apesar do resultado ruim no WFP, existem vários fatores que ajudam a explicar esse momento sem necessariamente apontar para uma queda definitiva de rendimento. Gui ainda é um atleta jovem, extremamente talentoso e já provou inúmeras vezes que consegue performar entre os melhores do mundo. Além disso, o histórico mostra que ele cresce justamente em momentos de pressão. Talvez este seja apenas um período de reorganização — algo natural para quem está lidando com mudanças tão grandes na vida pessoal e profissional.

Outro ponto que pode influenciar os próximos passos do brasileiro é o Rogue Invitational, um dos eventos mais importantes da temporada. Gui tradicionalmente demonstra grande interesse em competir no Rogue, e a pontuação conquistada ao longo do ano — incluindo WFP, semifinais e outros eventos — pode ser determinante para garantir presença na competição. Isso significa que os próximos meses serão decisivos para entender qual caminho ele vai seguir e qual será sua prioridade competitiva.

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